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análise • 3ds 
Etrian Odyssey V: Beyond the Myth
Escrita por Aurélio Galdino

Começo esse review com uma explicação. Este é o primeiro Dungeon Crawler que eu jogo na vida. E para mim foi uma experiência totalmente nova, muito diferente de tudo que eu já tenha jogado antes. Quero antecipar que eu gostei muito dessa experiência nova, mas que gostaria de afastar toda a minha subjetividade e elencar aqui algumas questões mais “frias e objetivas” sobre o jogo. Afinal, essa avaliação tem como objetivo dar aos jogadores uma recomendação que olhe para uma gama diversa de pessoas e, portanto, escrevo para uma síntese.

Primeiramente, para os que, assim como eu, são recém iniciados no gênero, abro uma breve explicação: dungeon crawl é um game RPG por turnos, ambientado em calabouços labirínticos cheios de monstros e tesouros a serem perseguidos. É um game baseado em dois grandes pilares, a exploração massiva desses ambientes, e as batalhas.

Portanto, para se ter um dungeon crawler de qualidade, é necessário que esses dois pilares sejam bem executados. E é por eles que inicio essa análise.

Etrian Odyssey V: Beyond the Myth inicia-se pedindo para se montar uma guilda. Guilda essa que lhe permitirá “recrutar” personagens para entrarem em uma aventura, atrás desses tesouros, encarando pelo caminho monstros muito poderosos. Todos os personagens do jogo são criados pelo próprio jogador. 

Eles (os personagens) são divididos em quatro raças sendo elas os Earthlains, Celestrians, Therians e Brouni, e as raças possuem suas classes específicas, cada uma com habilidades e status base diferentes. É possível personalizar os modelos disponibilizados, mudando cor de cabelo, cor da pele, dos olhos e escolher um registro de voz. Simples, rápido e bastante funcional.

A estratégia começa nesse exato momento, cada uma de suas equipes pode ser formada por 5 desses personagens, portanto, escolher bem a combinação de raças e classes será crucial para a realização das missões e quests disponibilizadas pelo jogo. 

Você também poderá montar equipes para compartilhar pelo Street Pass, o que é bastante interessante para os novatos. Caso tenham a sorte de esbarrar por aí com jogadores mais experientes podem adquirir conhecimento de estratégias mais eficientes de exploração. De modo geral o game poderia disponibilizar um sistema online mais robusto, talvez permitindo explorar as dungeons com um segundo jogador, seria uma adição interessante à formula. 

O game não pegará leve com o jogador em nenhum momento, o nível de dificuldade é alto e a curva de aprendizagem é bastante lenta. O game não se importa em jogar monstros, que logo no início, são mais fortes que você, que possam, em poucos golpes dizimar sua equipe inteira, na verdade, o game over será uma tela familiar durante o jogo. O game não foi feito para jogadores menos engajados, se quiser progredir no game terá que dedicar muito tempo ao jogo.

 

Embora a dificuldade dos combates seja altíssima o game não se torna excessivamente frustrante exatamente por sua segunda principal característica, a exploração. O game sempre disponibilizará muito o que fazer durante sua passagem pelos labirintos. Seja de coisas que já estão nele e que se descobre ocasionalmente (e que te dão alguma experiência), mas também porque, como dito, além das missões principais, há uma infinidade de quests para fazer, disponíveis no menu principal do jogo, e lhe rendem dinheiro, novos itens, equipamentos e etc... Você sempre será recompensado conforme progride no jogo, e a dificuldade elevada acaba fazendo o jogador valorizar mais cada uma das conquistas.

O fator exploração também é em muito otimizado pelo uso da tela inferior do 3DS. É possível a partir de um sistema simples marcar locais importantes, como portas, escadas, baús, locais de pesca, de escavação e etc... Montar de forma competente um mapa é o detalhe que pode lhe render uma exploração mais racional e muito mais simplificada como um todo, esse elemento foi crucial para toda a experiência.

Porém, o fator exploração não é perfeito por causa dos gráficos do game. Muitos dos elementos não são mostrados na tela, com exceção de baús e FOE’s, inimigos muito poderosos com movimentação pré-determinada, o restante dos elementos são invisíveis. Uma das quests iniciais do game consiste em buscar galinhas no mapa, mas você não vê as galinhas, o que soa um tanto esquisito.

Falando em gráficos, esse é o quesito mais deficitário do jogo. O traço de anime é lindo, os desenhos são feitos em camadas, o que faz com que o 3D dê aquela sensação interessante de profundidade, mas o game em si é feio, com sprites borrados compondo as paredes dos labirintos, inclusive um dos impeditivos da exploração não ser perfeita é a falta de personalidade gráfica do mapa em geral.

Na questão de áudio, temos alguns trechos narrados, falas esporádicas de personagens, efeitos sonoros e trilha sonora de tirar o chapéu. As composições são muito bonitas, relaxantes e com qualidade de reprodução incrível. Portanto, é altamente recomendado que se use fones de ouvido enquanto joga.

A história do game é básica, já não bastasse a falta de identidade dos personagens, visto que eles são criados pelo próprio jogador, a história é simples, uma desculpa para levar o jogador à exploração. Se a falta de uma história mais elaborada compromete a experiência como um todo, é difícil dizer, esse fator dependerá de como o jogador encara esse critério em games no geral.

 

Veredito

O game cumpre o que promete, batalhas emocionantes, e exploração imersiva (ainda que com defeitos). O game tem um jogador em mente, o amante de um bom RPG tradicional e ponto. O jogo em momento algum procura ser eclético ou convidativo. Isso não quer dizer que novos jogadores não se interessem eventualmente pelo jogo (sou exemplo de um) mas, tenha em mente que os games de hoje em dia possuem propostas diametralmente diferentes das de Etrian Odyssey V. 

Dito isso, é altamente recomendado dar uma chance para esse game, que com uma história e gráficos fracos consegue entreter não puramente como arte ou literatura, mas como jogo.

 

8,5
COMENTáRIOS • site
Patolouco
17/10/2017 s 04:46
Valeu @Edu.
Akise Aru
16/10/2017 s 21:52
Como logo não existirão mais consoles portable only então o EO VI sairá pro Switch.
Edu
16/10/2017 s 19:41
Sim, todos os jogos saíram no DS e 3DS.

V
Patolouco
16/10/2017 s 15:21
Está aí uma franquia que eu não conhecia. Deve ser exclusiva de portáteis né?

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