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análise › 3ds 
Pokémon Super Mystery Dungeon
escrita por Nícolas Andréas Cardoso Martins Ferreira

Pokémon Super Mystery Dungeon, desenvolvido em parceria da Spike Chunsoft com a Nintendo, é o mais novo jogo da linha de títulos que mistura elementos de Pokémon com a franquia de jogos Mystery Dungeon, uma combinação que já não é novidade para os fãs: o primeiro Pokémon Mystery Dungeon foi lançado a mais de 10 anos, tendo debutado no GameBoy Advance e DS. 

Super Mystery Dungeon introduz o jogador a um mundo onde apenas Pokémon existem, em uma história em que o jogador era um humano que se transformou em Pokémon e perdeu suas memórias. Se a premissa soa familiar, é por que é: A história de praticamente todo jogo da série começa assim e se desenrola de formas diferentes a partir daí. No caso desde título, os jogadores devem não só procurar respostas para a transformação do personagem principal em Pokémon, como também lidar com uma nova ameaça que está ligada ao aumento da temperatura no planeta e a misteriosos eventos que terminam com Pokémon lendários petrificados. 

 A história de Super Mystery Dungeon, apesar de clichê em certos momentos, contém reviravoltas surpreendentemente inesperadas e bem escritas. Os personagens são escritos de forma interessante e acabam sendo estranhos no melhor sentido da palavra, dando um ar peculiar a SMD, enquanto a história explora melhor certos aspectos nos quais os jogos principais da franquia dificilmente tocam. Infelizmente – mas compreensível, considerando o número de Pokémon inclusos no jogo – quase todos os personagens que não são importantes para a história acabam sendo relegados a repetir três ou quatro frases de diálogo extremamente rasos.

Além de contar com uma longa – e bem escrita – campanha, Super Mystery Dungeon também conta com um pós-game extenso e bem atrativo que segue os personagens principais algum tempo depois do fim da história principal e que deve deixar jogadores ocupados por mais algumas horas.  

Os problemas que afligem Super Mystery Dungeon são os mesmo dos títulos anteriores: o jogo demora demais para começar. SMD especificamente leva mais de cinco capítulos para que o jogador finalmente comece a sentir o gosto da liberdade pós-tutorial. Apesar disso, o jogo utiliza bem esses capítulos iniciais e uma vez que o jogo supera a necessidade de ensinar o jogador, o progresso nele acontece de forma mais fluída que em jogos anteriores. 

A jogabilidade do título já é conhecida: os personagens se movem em um mapa dividido por uma grade similar à de Fire Emblem. Cada passo conta como um turno, e o mesmo vale para golpes utilizados, bem como quaisquer outras ações, o que acaba tornando o progresso lento – apesar de não ser uma ocorrência comum - em salas de dungeon onde se encontram muitos inimigos uma vez que, a cada ação do jogador, os oponentes também devem se mover ou atacar.


Super Mystery Dungeon também vê o retorno de mecânicas de jogos anteriores, como hunger - "fome", que havia sido eliminada no título anterior e que volta neste - um contador – cuja existência se dá apenas dentro das dungeons - que diminui depois de certo número de passos ou ações do jogador e que requer que o mesmo utilize comida para mantê-lo cheio. Caso o contador chegue a 0, o jogador não só perde a habilidade de recuperar seus pontos de vida por conta própria sem a necessidade de itens - o que ocorre naturalmente quando um turno não é gasto atacando -  como também passa a tomar dano a cada passo. Esta mecânica parece ser intrusiva, e até certo ponto é porque parece impedir os jogadores de explorarem as dungeons completamente, mas acaba sendo apenas uma questão de gerenciamento de itens uma vez que o inventário é limitado e hunger requer o uso de apenas um item a cada longo intervalo de tempo.
 
Apesar disso, o jogo não se apoia apenas em mecânicas antigas. Este lançamento introduz Looplets e Emeras, itens com diferentes propriedades que podem dar aos Pokémon diferentes benefícios, como aumentar stats temporariamente. Looplets são braceletes com número limitado de slots e que podem ser equipados nos Pokémon que estão na equipe – que pode contar com até três membros por exploração ou quatro, caso seja requerimento de alguma sidequest. Já as Emeras são gemas que devem ser equipadas nos slots vazios dos Looplets e tem como objetivo aumentar diferentes stats ou dar outros benefícios - como por exemplo tornar mais potente o efeito de um item utilizado - ao Pokémon que a utiliza. Emeras são encontradas no chão das dungeons assim como outros itens comuns.
 
A grande sacada dessa adição é que, enquanto Looplets continuam no inventário do jogador mesmo depois de sair de uma dungeon, as Emeras não, então seus benefícios duram apenas até o fim de cada exploração, o que faz com que o jogador não tenha que se comprometer com uma mudança radical na forma como joga por que equipou uma Emera que acharia útil mas que não se encaixa na forma como joga ou que é ineficaz para o Pokémon que utiliza, e dá liberdade para que o jogador experimente táticas diferentes. A maioria dos jogadores ficará tentado a equipar apenas Emeras que aumentem o poder de Ataque e talvez de Defesa, mas existem outras Emeras cujos benefícios são tão úteis quanto, se não superiores. Outra nova mecânica de Super Mystery Dungeon é a chamada Alliance, onde todos os Pokémon da equipe se unem para um poderoso ataque simultâneo. Enquanto a ideia de combinar ataques apresenta um grande potencial, a execução é simples e acaba resultando em uma mecânica um tanto rasa.
 
Pokémon Super Mystery Dungeon é o segundo jogo da franquia que é feito em uma engine 3D - a mesma de seu antecessor, Gates to Infinity - e apesar de ser agradável visualmente, algumas das dungeons acabam sendo um tanto genéricos e sem vida, um problema que tem afetado até mesmo os jogos principais da franquia desde que fizeram a mudança para o 3DS com XY.
 

A trilha sonora, como já era de se esperar, é outro ponto alto do jogo, especialmente nos momentos finais do jogo. Super Mystery Dungeon, além de trazer mais de 100 novas músicas, também conta com um número enorme de remixes de faixas dos lançamentos anteriores da franquia, incluindo várias que são extremamente populares entre os fãs, que podem ser destravadas no tocador de música do jogo, que por sinal, é muito bem implementado.

Super Mystery Dungeon também traz de volta continentes - e algumas dungeons - dos jogos anteriores da franquia. Apesar disso, o jogo não requer, em momento algum, que o jogador tenha jogado os títulos passados para entender a história deste, o que não diminui o fato de que tal adição é um ponto positivo e até mesmo uma adição recompensadora para os fãs mais acirrados e/ou antigos da franquia ao mesmo tempo em que mostra a escala do conflito desse jogo.

 

 Diferente dos lançamentos anteriores, Pokémon não são mais recrutados em dungeons, ao invés disso, são recrutados através de relacionamentos na Connection Orb, uma nova funcionalidade do jogo similar ao affinity chart de Xenoblade Chronicles - porém simplificada - que mostra as conexões entre os Pokémon, e que também substitui o Bulletin Board dos jogos anteriores, ou seja, é através da Connection Orb que os jogadores aceitarão e gerenciarão a maioria das sidequests do jogo. Novos integrantes podem ser recrutados quando o personagem principal consegue se “conectar” com eles, um fim cujos requerimentos variam do mais simples, como encontrar um Pokémon e conversar com o mesmo, a até mesmo completar uma sidequest específica ou então por introdução de um terceiro Pokémon com o qual o jogador já tenha se conectado. Diferente de Gates to Infinity, que continha menos de 150 monstrinhos, os 720 Pokémon existentes até o lançamento do jogo estão presentes e são recrutáveis assim que o jogador se conectar com eles. 

 
 
Pelo fato do jogo gerar o layout das dungeons aleatoriamente, muitos delas são pouco memoráveis, e as estruturas acabam sendo previsíveis devido à necessidade de seguir uma fórmula na hora de montar as salas e corredores de cada andar. Isso também causa certa repetitividade, um problema presente em todos os jogos da franquia e que é sanado, pelo menos em parte, pela já mencionada progressão um tanto mais rápida em comparação aos jogos anteriores da linha Pokémon Mystery Dungeon
 
VEREDITO
 
Depois de Gates to Infinity, Pokémon Super Mystery Dungeon é um retorno ao padrão de qualidade que a franquia costumava oferecer. Para aqueles que querem de Pokémon uma história ou personagens mais interessantes, PSMD chega até a ser uma melhor escolha que muitos dos títulos principais de Pokémon em certos momentos. As novidades desse lançamento ajudam a torná-lo único sem que se distancie do que fez com que a franquia fosse tão bem aceita a princípio, e os defeitos são os já esperados da franquia Pokémon Mystery Dungeon, então veteranos - ou novatos que estejam dispostos ou consigam ignorá-los - terão em mãos um jogo completo e que deixa muito pouco a desejar. 




8,0


comentários
Jyo Masters
10/03/2016 s 14:44
6.0 esse jogo eh muito fraqunho.

luckerL
09/03/2016 s 19:52
8,0 justo, gostei bastante do game, pena que enjoei dps de 30 hrs

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