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análise › wiiu 
Runbow
escrita por Thales Nunes Moreira
O conceito de Runbow é dos mais simples. Certos objetos do cenário são coloridos, então, alterando a cor do plano de fundo, esses objetos podem se confundir com o cenário, deixando de participar da ação. Da mesma forma, objetos antes ocultos podem subitamente se tornar relevantes, podendo servir tanto de obstáculo quanto de apoio. O que antes era plataforma pode se transformar em um abismo, o que antes era um laser mortal pode se transformar em um passagem segura, o que antes era um inimigo sem valor pode se desenvolver um escudo indestrutível. 
 

O chamariz, claro, são as corridas, mas esse é o modo mais básico. Nele, até nove jogadores (mesmo número suportado por todos os outros modos) competem em uma corrida até um troféu enquanto a cor do cenário muda totalmente ou em sua maior parte. Naturalmente, a situação fica caótica, com personagens dando socos e errando saltos a torto e a direito, além de alguns power ups, mas esse é o modo mais básico entre os que Runbow tem a oferecer. 

No Arena, o objetivo é simplesmente ficar de pé até o fim. É um modo mais tático, uma vez que os personagens ficam presos em um ambiente pequeno e o número de plataformas seguras, em geral, é muito limitado, forçando uma atenção maior em todos os momentos. Além disso, as formas de colorir o cenário ficam mais inventivas: é possível, por exemplo, que tenha apenas uma lâmpada no meio da arena, que gira e ilumina diferentes partes do cenário alternadamente, ocultando ou revelando elementos diferentes dependendo da posição. 
 

De forma similar, o modo King of the Hill também coloca os personagens em um ambiente pequeno, porém o objetivo é ficar em uma certa plataforma durante alguns segundos e o número de vidas é ilimitado, sendo que a partida só encerra quando alguém consegue cumprir o objetivo. A ação é similar à Arena, assim como as variações na forma de colorir o cenário, porém as táticas envolvidas precisam ser ainda mais complexas, não apenas porque a plataforma pode ser móvel e/ou tingida de determinada cor (portanto, sumindo ocasionalmente), como também porque todos os jogadores estão na partida até o fim.

Ainda há uma variante do Run, o Colour Master, funciona de forma similar, mas dando ao jogador com o GamePad o poder de colocar armadilhas e tingir permanentemente partes do cenário, sendo que a competição é tanto interna entre os que estão correndo, como também entre os que estão correndo e o Colour Master.

Arena, Run e King of the Hill podem ser jogados online, mas foram feitos para a experiência multiplayer local. Outros dois modos, embora também possam ser jogados em até nove pessoas localmente, claramente têm um foco maior na experiência solo. 
 

O primeiro é o Adventure, que tem uma estrutura mais tradicional de jogos de plataforma somada ao conceito central do jogo: o objetivo principal não é completar tão rápido quanto possível, mas simplesmente completá-lo. Essa abordagem menos frenética permitiu aos desenvolvedores experimentar ainda mais com as formas de alterar as cores do cenário, introduzindo e desenvolvendo novas ideias de forma orgânica. Assim, embora possa ser aproveitado em grupos de até nove pessoas, é indicado jogar sozinho para apreciar melhor a criatividade de cada um dos 145 níveis.

O outro modo com foco para um jogador, embora também possa ser aproveitado com até nove, é o Bowhemot, que nada mais é do que uma série de desafios, uma série de níveis similares aos do modo Adventure, que precisam ser completados em uma ordem definida e de uma vez só, já que o progresso não é salvo. É interessante, mesmo que seja mais um teste de persistência do que de habilidade de execução. 
 
Com um estilo de arte minimalista, Runbow se mostra visualmente adequado para o conceito que aborda, ainda que fosse possível adicionar mais detalhes e especialmente mais cenários sem comprometer a linguagem visual do jogo, tornando-o muito mais atrativo. As músicas também se tornam repetitivas rapidamente, contrastando com a originalidade do resto do pacote. Certamente os desenvolvedores se empenharam nas partes visual e sonora do título, uma vez que há um motivo claro para as decisões que foram tomadas -- é só que talvez tenham ido além do necessário.
 
VEREDITO
 
Mesmo assim, Runbow é o pacote completo. Os diferentes modos são competentes ao expor as muitas ramificações da ótima ideia na qual o jogo é centrado, demonstrando uma desenvolvedora com confiança e empolgação no que estava fazendo: um jogo simples, original e divertido.
 

DLC: Satura's Space Adventure (lançado em 28/4)

Vilã da história do jogo-base, Satura recebe sua própria história no novo DLC de Runbow. A curta campanha contém algumas mecânicas não presentes no jogo original, como portais e tetos anti-gravidade, as quais, quando combinadas com as mecânicas já presentes no jogo, criam uma série de situações muito inteligentes --- em grande parte, mais inteligente do que o conteúdo que já estava no jogo --. 

Ainda que não altere significativamente o jogo original, os 49 níveis de Satura's Space Adventure anunciam um belo futuro para o jogo (que ainda deverá receber conteúdo) e para a desenvolvedora.




8,5


comentários
Thales
27/08/2015 s 23:05
Nos créditos, eles dedicam o jogo ao Iwata. Homenagem singela e eficiente.
NewD2Boy
27/08/2015 s 14:17
Eu joguei a demo do jogo no programa Nindies@Home e gostei demais ele é muito viciante simples e divertido sendo muito melhor do que muito jogo triplo AAA que tem por ai que acaba sendo mais mediano para ruim do que um jogo de qualidade e esse jogo eu irei comprar com certeza para o meu Wii U.
WTF Ivysaur
27/08/2015 s 13:00
Po, realmente parece uma boa. Simples, 9 players, "co-op". Pegarei na promoção.
Shirou
27/08/2015 s 12:25
Compra garantida.

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