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análise › 3ds 
Attack of the Friday Monsters: A Tokyo Tale
escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

Imagine que, em uma típica sexta-feira, monstros que parecem arrancados de programas infantis a la Power Rangers resolvessem usar sua cidade como arena de luta. Uma pacata vila rural fictícia no Japão é o palco para essa estranha premissa em A Tokyo Tale.

A fábula coloca o jogador no cotidiano de uma criança dessa cidade. E, como em um simulacro da vida de Sota, boa parte do título se trata de andar por aí conversando com moradores da cidade e brincando de uma espécie de super-trunfo com seus amigos da escola. É de se esperar então, que o ritmo do jogo sofra por conta disso. Attack of the Friday Monsters: A Tokyo Tale nunca empolga, e em um jogo de menos de 3 horas isso é dizer muito.



Sota pode ser quem responde aos comandos do jogador, mas a verdadeira protagonista da história é a cidade. O jogo conta com diversos episódios iniciados ao conversar com os moradores do local. Típica cidade pequena de interior, todos são próximos um do outro e Sota vai aprendendo e tentando resolver problemas entre os diversos personagens. Tudo isso serve de palco para a propaganda do jogo - os monstros gigantes.

A trama principal envolvendo os monstros entretanto, é confusa. O enredo mal desenvolvido tenta se justificar deixando partes-chave para interpretação, mas no fim das contas, ele tropeça em si mesmo várias vezes e nunca revela nada com clareza. É curioso porque mesmo sofrendo de um ritmo arrastado, é o cotidiano na cidade que conquista o jogador, e não os mistérios confusos que os monstros gigantes deveriam significar.



Não há muito o que fazer em Attack of the Friday Monsters, afinal. O jogo de cartas medíocre inserido para disfarçar que o jogo é uma visual novel com mínimas interações pode estender o tempo de jogo bastante, mas parece que os desenvolvedores perceberam o quão tediosas as partidas são e fizeram grande parte delas opcionais.

No fim do dia, Attack of the Friday Monsters é uma opção pra relaxar e apreciar uma inocente infância fantasiosa de uma criança japonesa. Nada de ação, jogabilidade complicada ou frustrações. Só um bocado de amigos investigando mistérios bestas e interagindo com moradores, em um mundo lindo inspirado nos trabalhos do Studio Ghibli, e com uma trilha sonora agradabilíssima.

 


-- Resumo --

+ Lindo
+ Trilha sonora
+ Relaxante

- Jogo de cartas medíocre
- Trama principal mal desenvolvida




6,0


comentários
Heartless
11/09/2013 s 20:50
Nunca ouvi falar desse jogo, mas parece diferente. O_O
Bom texto.
Thales
10/09/2013 s 13:36
Belo texto, Gustavo.

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