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Resident Evil: Revelations
escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

Não demorou muito para que Resident Evil: Revelations saísse do 3DS. Mas durou tempo o suficiente para engrandecer seu nome, ainda mais em contraste com outros títulos da franquia recém-lançados. E então, abrir os horizontes e tentar alcançar novas audiências.


Melhorias técnicas à parte por um momento, o cerne de Revelations está idêntico à versão de 3DS, sendo uma mistura do que há de velho e novo em Resident Evil. Principalmente, embora não completamente, do que há de bom. Exploração, auxiliada com o scanner Genesis, backtracking, files, personagens com falas e atitudes tão similares aos títulos da série no passado, até alguns pseudo-puzzles, estão todos lá. Estes últimos vão utilizar a Touch Screen, que do portátil deu lugar à do GamePad; já o opcional Circle Pad Pro é integrado ao controle (embora a opção clássica ainda exista).

Entre as novidades exclusivas ao Wii U, há a integração com o Miiverse. Ao morrer, por exemplo, pode-se ver mensagens de outros jogadores que compartilham seu infortúnio. Estas geralmente refletem o local da morte, e em áreas mais frequentes, como chefes, não é incomum encontrar desenhos retratando o momento da derrota e piadas relacionadas ao universo da franquia, reforçando o senso de comunidade que o aplicativo idealiza.


Comunidade esta que é diretamente integrada ao jogo também no Raid Mode, multiplayer online do título que permite até 2 jogadores encarando áreas da campanha principal modificadas. Além de favorecer o match-making, o Miiverse no Raid Mode permite ao jogador postar "creature messages", balões de texto proferidos pelos Ooze durante a jogatina, muitos inteligentes. Infelizmente, as melhorias no modo cessam com sua integração ao Miiverse, já que seus maiores problemas no 3DS não foram resolvidos. Ainda não há troca de itens com seu aliado e a discrepância de níveis entre os parceiros pode tornar o que deveria ser uma área desafiante em um mero passeio, sendo contornável apenas ao jogar com um conhecido, onde os níveis podem ser manipulados. Ainda existem armas e personagens extras por DLC ou ligados à rede da franquia, para os mais dedicados.


Felizmente, não foi o modo multiplayer que fez o nome de Revelations. A campanha está intacta em relação à versão de portátil, e continua tão boa quanto. Iniciada com Jill e seu parceiro Parker em busca de um desaparecido Chris Redfield, adentra um navio em alto mar, áreas longínquas em meio a nevascas e muitos momentos submersos. Repleta de mistério, mesmo com reviravoltas e constantes trocas de pontos de vista, consegue um final que não alarma brechas como Resident Evil 6 fez, por exemplo.

O modo cooperativo iniciado em Resident Evil 5 apenas assustou fazer uma aparição quando lançou originalmente no 3DS, mas mesmo agora nos consoles de mesa a campanha ainda é para um jogador apenas. Quase sempre um parceiro te acompanha, mas são mais voltados a elementos de narrativa do que ao combate. Uma narrativa que embora com pretextos obviamente portáteis, não perde qualidade na tela grande.


Revelations no 3DS é um primor gráfico. É impressionante o que a Capcom conseguiu extrair do hardware da Nintendo, e deixa um desejo no ar de ver o que esta é capaz com o Wii U. Essa versão não atende isso, sendo apenas um port do original, e perde a sensação que seu irmão menor deixou. O aumento drástico na resolução acabou evidenciando defeitos pequenos, como texturas mal acabadas, mas que podem passar despercebidas com a opção de jogar apenas no GamePad.

Mas apesar dos defeitos realçados, Revelations também destaca mais suas qualidades. Melhorias na parte sonora são notáveis, e diversas seções foram melhoradas com o auxílio do segundo analógico, como as partes submersas, de mais fácil navegação, ou as de Rail Shooting.


Revelations foi ótimo no 3DS e continua bom no Wii U. Não há nada aqui que justifique uma segunda incursão daqueles que já experimentaram essa nova investida da franquia, mas é uma excelente entrada para os que não o fizeram ainda, ou que não pretendem experimentar no 3DS. Sim, existem defeitos, mas com transições de hardwares, todos os ports têm. Revelations não escandaliza os seus e proporciona outra (des)agradável visita ao Queen Zenobia. O suficiente, torçamos, para que esse novo ângulo de Resident Evil ganhe uma nova, futura aparição nos holofotes.


-- Resumo --

+ Campanha do 3DS intacta
+ História
+ Integração ao Miiverse
+ Melhoria no áudio e segundo analógico

- Problemas do Raid Mode permanecem
- Texturas mal acabadas evidenciadas

Jogo analisado com código fornecido pela Capcom.




8,5


comentários
luqui iscaiuólquer
27/07/2013 às 02:28
se for tão bom quanto o de 3DS vai ser bom
patolouco
05/06/2013 às 16:35
@aristarkh,

Bacana! Vivendo e aprendendo, nova maneira de dar um jogo!

Valeu.
Aristarkh
05/06/2013 às 12:01
"O que significa código fornecido pela Capcom?"


Que a Capcom forneceu um código pro jogo ser baixado pelo eShop.
patolouco
05/06/2013 às 00:26
O que significa código fornecido pela Capcom?
Domucacto-Kuno
31/05/2013 às 22:46
isso que é residente de verdade! pena que não vou comprar de novo, já tenho no 3DS e tenho mais de 100 horas de jogo.
Guinomonster
29/05/2013 às 21:20
@WTF Ivysaur

Na minha época, escroto ou era o nome do saco escrotal, ou uma coisa muito "tosca"

Ledig
29/05/2013 às 12:49
Eta vida boa receber jogos pra fazer analise xD
Emissario
29/05/2013 às 09:46
Em relação ao Raid Mode, existe a opção de se procurar pessoas do mesmo nível, e as próprias telas dão bônus caso a pessoa jogue no nível exigido pela mesma.
E a tentação de pegar o "bônus Trindade" (passar sem levar dano, matar todos os oozes, e jogar no nível abaixo do exigido pela tela) faz com que muitos optem por diminuir o nível do personagem na hora de jogar. Então, não chega a ser tão problemático assim.

Ao meu ver, o maior problema do jogo, é só a mira hiper-sensível e o pouco uso do Gamepad.
WTF Ivysaur
28/05/2013 às 23:17
Bem Super FOG, como que meu comentário, apesar de super claro, ainda não ficou claro para você, ai vai a definição:

http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/escroto/1444/

@Thales: Ah, ok. Valeu!
Thales
28/05/2013 às 23:00
Já recebemos códigos/cópias de jogos antes, o único detalhe dessa vez é que avisamos.
Super FOG
28/05/2013 às 22:21
"O Wii Brasil tá tão escroto que agora tá recebendo jogos para fazer análise?"

Até onde eu sei, todos os outros sites de jogos tipo UOL Jogos (ugh) e Game World recebem os jogos das produtoras unicamente para a postagem de uma análise. E nem de longe isso é escrotice, é sinal de que Wii Brasil e PS3 Brasil se consolidaram como sites de respeito no assunto games e têm credibilidade das filiais de grandes estúdios (ainda mais da Capcom, que abriu sua filial brasileira há pouco tempo).
WTF Ivysaur
28/05/2013 às 20:35
No bom sentido
Djudjo
28/05/2013 às 20:19
Defina "escroto".
Lol.
WTF Ivysaur
28/05/2013 às 18:01
O Wii Brasil tá tão escroto que agora tá recebendo jogos para fazer análise? Ou o que a última linha quer dizer?
Gvitor
28/05/2013 às 17:33
@Ledig Surround Sound fica bem mais eficaz numa TV com maiores speakers que os 2 do 3DS, além do óbvio volume.

@Green Moon Não é que eu não tenha gostado do Raid Mode, é que ele tinha problemas sérios no 3DS e nenhum deles foi resolvido (ou ao menos tentaram resolver) nessa versão. Se você tem um amigo pra jogar do começo ao fim e paciência pra uns grinds, dá pra se divertir sim. (É claro que jogando só com um amigo a existência de levels acaba se tornando meio inútil, mas melhor assim do que a discrepância que tá no random online...)

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