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análise › 3ds 
Castlevania: Lords Of Shadow - Mirror of Fate
escrita por Luis Guilherme Machado Camargo

Castlevania Lords of Shadow, lançado em 2010 para Playstation 3 e Xbox 360, foi um reboot da clássica série da Konami e criou sua cronologia sem atrelar-se aos Castlevania anteriores. LoS foi bem recebido pela crítica e conseguiu atrair novos fãs, mas também dividiu os fãs antigos em relação a sua qualidade: Alguns gostaram,outros odiaram. Mirror of Fate é o mais novo capítulo da série Lords of Shadow e procura servir como uma ponte entre a história do primeiro e do segundo jogo que deverá ser lançado ainda este ano.



Ao contrário de seu predecessor, Mirror of Fate possui jogabilidade 2D e três personagens jogáveis: Trevor Belmont, Simon Belmont e Alucard. Cada capítulo da história é dedicado a um personagem, contando sobre suas origens e motivações para derrotar Drácula. Infelizmente, a história deixa muito a desejar já que os personagens não são bem desenvolvidos e vários acontecimentos são apresentados sem muita explicação. É notável que a história tem por objetivo introduzir e justificar os novos personagens na série Lords of Shadow, sem muita importância em desenvolver uma narrativa própria. É possível que a mesma faça mais sentido quando LoS2 estiver disponível, mas isoladamente não é uma narrativa memorável.

Felizmente, o gameplay é um dos melhores aspectos do título. Estruturalmente, MoF possui progressão predominantemente linear e combate utilizando chicotes, habilidades mágicas e armas que dependem de munição. O castelo é dividido em diferentes áreas e cada personagem irá explorar ambientes completamente diferentes, com pouquíssima sobreposição de cenários. Os cenários são incríveis, com cada região tendo seus aspectos e arquitetura únicos. Essa variedade na ambientação dá uma sensação de veracidade ao castelo construído como um todo. Vale notar também que os cenários e suas arquiteturas são espetaculares em 3D.



Mesmo a progressão de MoF sendo linear ainda existe a necessidade de se retornar a salas antes visitadas para se obter novas habilidades para cada personagem ou encontrar baús que aumentam o limite de vida, magia e munição dos personagens. As habilidades obtidas podem ser utilizadas para exploração, combate ou ambos e o backtracking necessário para coletar tais habilidades é minímo. Os baús que contém melhorias no limite de vida, magia e munição, não são necessários para terminar o jogo e a grande maioria é facilmente encontrado sem a necessidade de muita exploração, mas muitas vezes estão inacessíveis por dependerem de alguma habilidade para serem coletados.

Em relação ao combate, MoF é similar com o primeiro Lords of Shadow, mas diferencia-se por causa das habilidades únicas de cada personagem. Por exemplo, Alucard pode controlar morcegos para ajudá-lo em batalha, Simon utiliza armas clássicas da série como o machado e Trevor possui os poderes de Trevas e Luz presentes em LoS1 que aumenta a força dos ataques e rouba vida dos inimigos, respectivamente. Os três personagens utilizam chicotes como arma principal de combate e portanto partilham o mesmo conjunto de ataques. Conforme ganham experiência (derrotando monstros, coletando pergaminhos escondidos, etc.) novos ataques são liberados para uso. É notável que o combate de MoF é impressionantemente bem adaptado e requer bastante habilidade por parte do jogador. É necessário utilizar os ataques para desenvolver combos, penetrar defesas e ainda deve-se prestar atenção aos inimigos para saber o momento certo para defender, desviar ou contra-atacar.



Falando em inimigos, o design dos mesmos é impressionante, principalmente em relação aos chefes. Cada criatura possui sua própria estratégia para ser derrotada e, salvo raras exceções, os mesmos não costumam se repetir durante a aventura, pois cada área possui sua própria variedade de monstros. Confrontos com chefes são um show a parte com diferentes padrões de ataque em diferentes estágios da luta. Muitos deles tornam-se mais agressivos e utilizam novos ataques enquanto que outros podem recuar e tentar atacar indiretamente utilizando armadilhas no cenário. Será necessário adaptar-se para sair vitorioso, mas devido a existência de checkpoints dentro de cada confronto isso evita que essas lutas tornem-se frustrantes.

Infelizmente, MoF também possui alguns problemas. O jogo é bastante curto. Levei aproximadamente 6 horas para fechá-lo e conseguir 97% dos itens do jogo sendo que parte desse tempo foi coletando tesouros opcionais. Existem múltiplas dificuldades, mas não existe uma boa justificativa para que o jogador retorne após completá-lo. A trilha sonora não possui músicas memoráveis, deixando muito a desejar principalmente se comparado ao legado da série. A progressão de cada personagem possui seus próprios desafios, por exemplo, o capítulo de Alucard possui puzzles, Simon é mais similar à época NES/SNES da série e Trevor possui o gameplay luz/trevas herdado de LoS1. Porém, nenhuma dessas características de cada capítulo é bem explorada. São momentos breves que deixam uma sensação de “quero mais”.



Concluindo, MoF é um bom jogo e um título de ação competente, mas que pode decepcionar fãs que estão acostumados com a fórmula Metroidvania, iniciada em Symphony of the Night e que foi predominante nos jogos do Nintendo DS. MoF possui sua identidade própria, mas que se tivesse explorado melhor alguns de seus conceitos poderia ter sido um título muito melhor. Espero ver esses conceitos expandidos e explorados com um outro jogo da série, seja em LoS2 ou em outros títulos futuros.

-- Resumo --

+ Bons Gráficos e efeito 3D impressionante nos cenários
+ Combate
+ Vários Personagens para serem controlados

- Trilha Sonora deixa a desejar
- Curta Duração. Sem razões para replay.
- Gameplay único de cada personagem é pouco explorado
- História Fraca




7,0


comentários
Mr Wong
11/11/2013 s 23:09
Apenas discordei de 3 pontos da análise
- Curta Duração. Sem razões para replay.
Não achei curto para um portátil e tem fator replay para quem não terminou em 100% podendo e habilitar um outro final!

- História Fraca
Eu curti a historia e não esperava nada mirabolante para um jogo 2D

Fora isso curti muito a análise no geral Parabéns
AleXsds
07/08/2013 s 06:55
Otima análise, comprei ele na redução de preços e gostei do jogo, mas nao parece um castlevania.... o melhor ponto dele e ter todo o texto em ptbr o pior e ser extremamente curto.
D2Boy
06/08/2013 s 19:26
Como fã da franquia eu acho esse jogo muito bom apesar de ter algumas coisas que podiam ter sido melhorada mas como ele é um prelúdio para o LOS2 é justificável mas mesmo assim ele vale a pena.
Shin
20/05/2013 s 18:18
Eu pessoalmente gostei muito "Lords of War" mas gostaria de continuar vendo e jogando nos portáteis o Castlevanias feitos pelo IGA.
Giygas
20/05/2013 s 16:13
Eu achei bem bacana, daria 8. Não gosto dos Castlevanias antigos por terem um combate mega limitado, etc.
Wiivern
20/05/2013 s 12:42
"Deveria ter tirado menos ainda, esse jogo é um lixo."

Eu concordo.

A história é ridícula.
E o gameplay tem algumas coisas intragáveis. Não poder destruir/apagar coisas atiradas em você (algo que existe desde o nes na série) faz falta. E enquanto você se move incrivelmente rápido pra dar os ataques, a velocidade da esquiva é de tartaruga.
É um jogo meia-boca, mas como castlevania, é muito ruim.
Hadouken!
19/05/2013 s 21:12
Deveria ter tirado menos ainda, esse jogo é um lixo.
nicolasacmf
19/05/2013 s 18:13
Boa análise, mas um 7 me pareceu uma nota meio baixa pra esse jogo...
Ledig
19/05/2013 s 14:46
Wow, não sou fã da série Castlevania, não sei muito sobre o jogo, mas joguei a demo e achei até legal (apesar de realmente parecer GoW 2D como ja falaram aqui), mas não esperava que um jogo de tanto peso ia receber tantos negativos.
dns
19/05/2013 s 12:37
Não gostei da demo (que inclusive era a mesma da BGS). Estava mais pra God of War 2d do que pra Catlevania. Esperava algo mais próximo dos primeiros Catlevanias.

Mas quem sabe um dia não pego por 20 dólares ou menos?
Rafael Bueno
19/05/2013 s 09:23
se esqueceu de um pró, Legendas em Português
Hogid
19/05/2013 s 01:29
Eu curti bastante o jogo. Diferenciou bastante dos tipos de jogos que vem sendo lançados pro 3DS. Daria uma nota mais alta.
Vitor-Cratinguy
18/05/2013 s 23:55
Trilha Sonora deixa a desejar

Por se tratar de um Castlevania esperavam mais das músicas. Não vejo nenhum erro nisso.

Mas criticar a trilha sonoro por esperar algo que não obteve se chama hyper correto?

Joguei só a demo e a respeito da Trilha sonora todos estão reclamando.
Kan
18/05/2013 s 22:45
Esses pontos negativos me fariam tirar mais 2 pontos do jogo.
Sdds Soma Cruz

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