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análise • 3ds 
HarmoKnight
Escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

7 anos e 2 gerações de portáteis depois, a Gamefreak saiu de sua zona de conforto. Drill Dozer foi o último jogo da desenvolvedora que não estampou os monstros milionários da Nintendo, e antes deste, outras incursões são ainda mais raras. HarmoKnight, no entanto, prova que o tempo não enferrujou a criatividade do time, e assim como Dozer em 2006, mostra que a Gamefreak é capaz além de Pokémon.

Herdando o estranho fetiche da Nintendo com seus silenciosos protagonistas, Tempo não diz uma palavra. Mas sons não faltarão na campanha do aprendiz a HarmoKnight para, sim, salvar a princesa. Seguindo a linha de jogos como Bit Trip. Runner, o jogo é um platformer rítmico. O personagem avança sozinho e o controle do jogador está apenas em pulos e cajadadas, tudo de acordo com o ritmo.


O ritmo diz, e você segue. Nessa premissa, HarmoKnight intercala seu padrão de níveis horizontais com variantes ao estilo "O Mestre Mandou". A gama de botões que entra na ação aumenta e o título passa a imitar outros como o clássico Parappa e o recente Rhythm Thief, de 3DS. Tudo, é claro, ocorre em ambientes diferenciados e com charme próprio. Diferente das sequências tradicionais, estes bem-vindos desvios se apresentam na forma de uma disputa de dança com um polvo ou um duelo contra uma abelha-robô. Com 8 mundos de temáticas diferentes (dispostos num mapa-múndi retro, aliás), o jogo faz um bom trabalho em manter seus cenários sempre renovados.

Outro recurso que HarmoKnight utiliza para evitar a repetição, é a integração de outros 2 aliados durante certas fases. O gameplay destes não difere muito do personagem principal, mas janelas de tempo diferentes e outras pequenas mudanças são o suficiente para não causar monotonia.


O charme do jogo, porém, não se resume à parte gráfica. Sendo um jogo rítmico, afinal, as músicas têm o dever de conquistar. E o fazem. Apesar de nos mais de 70 estágios do jogo, poucas variantes tocarem, nenhuma deixa a desejar. Qualidade acima de quantidade - não há um mundo em que se deseja passar mais depressa ou uma canção fraca demais. As estrelas do pacote talvez sejam as 5 fases extras com músicas (e temática) de Pokémon que a Gamefreak inseriu, mas não diminuem o valor das outras. A barra já estava alta demais.

Se há um âmbito em que HarmoKnight peca, é a dificuldade. A inconsistência permeia o jogo, onde em uma fase pode-se tomar incontáveis danos e deixar passar várias notas musicais, ainda conseguindo o escore máximo, e duas mais na frente ter que se repetir por completo devido a um pulo ou botão errado, em especial nas batalhas com chefes, embora alguns trampolins-tambores possam ser tão brutais quando, dada a ocasião.


A ausência da opção de pular animações também faz falta. São todas interessantes na primeira vez, mas muitas duram muito tempo, e considerando que os chefes costumam ser brutais no que consta a erros singulares, morrer pode significar mais tempo vendo animações de entrada e intervalo do que o duelo propriamente dito.

HarmoKnight oferece conteúdo suficiente para os destinados a completá-lo. Não existem coletáveis além de não-tão-opcionais pássaros que estão espalhados no mapa, mas um segundo nível de velocidade (obtido após alcançar o escore máximo nas fases) que libera artworks é capaz de manter os mais perfeccionistas correndo atrás de melhores números. Estes também devem aproveitar técnicas avançadas como o charge, que garante o dobro de notas por hit, mas que são inconvenientes na jornada normal, encontrando aí oportunidades para melhorar a pontuação. Uma pena não existirem leaderboards online.


HarmoKnight é um jogo rítmico charmoso e com boas músicas, e uma experiência até então única no eShop do 3DS. Não revoluciona o gênero, tem seus problemas e o 3D é bem básico, mas diverte por tempo suficiente para justificar a incursão. Se HarmoKnight prova algo, é que a Gamefreak deveria sair de Pokémon mais vezes. Se isso vai acontecer, não se sabe, mas assim como com Dozer anos atrás, o que se pode fazer é esperar, e aproveitar o momentâneo ar fresco de novidade.


-- Resumo --

+ Gameplay
+ Músicas
+ Fases de Pokémon

- Dificuldade inconsistente
- Ausência da opção "skip"
- Ausência de leaderboards online


8,5
COMENTáRIOS • site
Ponciano
10/05/2013 s 23:42
Caro demais, acho que nao vale o preço.
Ponciano
10/05/2013 s 23:42
Caro demais, acho que nao vale o preço.
Demon
09/05/2013 s 16:48
Se ele não fosse tão caro, eu teria comprado na estreia.
Markdark
09/05/2013 s 16:06
o jogo parece ser bem divertido
Fujiro nakombi
07/05/2013 s 18:37
Curto muito jogos ritmicos, mas vou esperar uma promoção para pega-lo!!
denis_timao
06/05/2013 s 15:41
Xito
06/05/2013 s 09:01
Jogo parece interessante, mas sou péssimo em jogos rítmicos.
Sasagawa
05/05/2013 s 22:29
Eu curti bastante a demo, e adoro jogar no tema da bicicleta (Pokémon). Mas a falta da opção "skip" faz diferença!
ernanifdx
05/05/2013 s 14:42
Eu estou pensando em comprar este jogo. Será que vale a pena?
DK
04/05/2013 s 13:47
Não achei taõ fraco, mas podia ser muito melhor ....
Ludyan
04/05/2013 s 00:50
Não curti muito, gosto de jogos musicais mas esse Harmoknight é meio fraco.
Tiranofarl
03/05/2013 s 19:47
Joguei a demo e descobri que não nasci pra jogos rítmicos... Os problemas citados na análise podem ser todos observados na demo, especialmente a dificuldade do primeiro chefe (eu ao menos achei ele brutal)...
Valle
03/05/2013 s 18:10
Adorei o jogo. Só achei os personagens secundários muito dispensáveis. Aparecem 3 ou 4 vezes só, e jogar com o Tempo é mais legal. Gostaria que tivessem aparecido nas batalhas contra os chefes, pelo menos.
@Guinomonster
Compre na eshop brasileira, não é um jogo de cartucho, então o preço é razoável
Guinomonster
03/05/2013 s 11:41
Lol, nem sabia que tinha demo.

Andar com o 3DS guardado no armário por uns meses faz mesmo diferença...

Enfim, obrigado pelas respostas.
Aristarkh
03/05/2013 s 10:56
Queria jogar, mas sou MUITO ruim em jogos rítmicos hauhauahuaha
Ledig
03/05/2013 s 09:44
@Guinomonster, cara, tem a Demo desse jogo no eshop, vc pode conferir la =p



Ja o jogo, acabei não gostando muito, achei meio sem criatividade. Também não achei dificil, mas talvez seja pq gosto bastante de jogos de ritmo/musica (guitar hero, rhythm heaven, patapon, EBA, Parrapa, Bit.Trip, etc).

Mas mesmo assim o jogo n eh um lixo, é legal de ter, o problema é custar godamn 25 reais!
Ferber
03/05/2013 s 09:35
@ Guinomonster

Cara, se a dúvida é serrilhado, pode comprar sem medo. Você vai perceber que o gráfico do jogo é muitíssimo satisfatório. Top em se tratando de eShop.

Além disso, é divertidíssimo, conforme dá para perceber da análise.
Marcelinks
03/05/2013 s 09:33
Boa analise, preciso jogar a Demo do jogo para ter um ideia melhor mas parece ser interessante
Shin
03/05/2013 s 08:39
O jogo parece reamente ter uma proposta interessante!
Guinomonster
03/05/2013 s 04:34
Gostei da análise. Estou pensando seriamente em desembolsar uma graninha na eShop canadense para pegar esse jogo...

Mas uma dúvida vem me atormentando: os serrilhados do jogo são tão perceptíveis, mesmo olhando pelo 3DS?

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