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análise › 3ds 
Fire Emblem: Awakening
escrita por Luis Guilherme Machado Camargo

Fire Emblem nunca foi uma das séries mais populares da Nintendo, mas no lançamento de Fire Emblem: Awakening para 3DS, tornou-se muito difícil achá-lo fisicamente, fazendo com que muitos recorressem à cópia digital devido a alta demanda pelo jogo. Essa procura não é sem razão, pois Awakening é um dos melhores Strategy RPG disponíveis na biblioteca do 3DS além de ser o mais acessível da série para iniciantes.


Para as pessoas não familiarizadas com a série, Fire Emblem é uma série onde o jogador deve desenvolver uma estratégia para derrotar todos os adversários ou a unidade comandante do exército inimigo. O jogador tem acesso a diversos personagens que possuem características únicas como classes, status e habilidades, características bem comuns em todo SRPG. O diferencial da série está na morte permanente de seus personagens caso sejam derrotados em batalha e no “weapon triangle” onde um tipo de equipamento tem vantagem sobre outro, criando uma espécie de relação pedra-papel-tesoura entre as armas que podem ser utilizadas. Consequentemente, toda jogada deve ser cuidadosamente planejada sempre levando em conta posicionamento, status da unidade e equipamento para que um personagem não seja morto em combate ou que se perca toda a luta.


Este Fire Emblem em especial possui dois focos bastante perceptíveis na experiência de jogo: Suporte e relações entre os personagens e acessibilidade. Em relação a acessibilidade, ao começar um novo jogo existem multíplas dificuldades, o que deve agradar tanto novatos como veteranos, além de existir a opção de se desligar a morte permanente, algo que diminui a barreira de entrada para iniciantes da série. Após selecionar a dificuldade, o jogador cria um avatar para representá-lo dentro do jogo como o estrategista da equipe. Também é notável que o personagem criado tem bastante importância na trama desenvolvida ao invés de ser apenas um boneco acompanhando os eventos do jogo como em jogos passados. Infelizmente, as opções de customização são muito limitadas, pois você pode escolher o sexo e uma quantidade bem limitada de corpo, cabelo e voz para seu personagem.


A história do jogo segue Chrom, irmão da líder do país de Ylisse, quando este procura defender seu país de uma invasão do país vizinho, Plegia. Chrom então procura recrutar um exército para contra-atacar o inimigo e o personagem criado pelo jogador assume o cargo de estrategista, algo já comum na série. O jogo é dividido em capítulos que avançam a trama principal e ainda existem capítulos alternativos para recrutar personagens e mais missões DLC (conteúdo adicional pago). Fazendo todas as missões alternativas e nenhum DLC, Fire Emblem me durou entre 40 e 50 horas de jogo sem contar os inúmeros resets devido à morte de algum personagem.

A história do jogo se desenvolve com um ótimo ritmo e escopo, mas são os personagens e suas interações que realmente demonstram o ótimo roteiro criado pela Intelligent Systems. Em batalha, dois personagens que estejam em posições adjacentes ou estejam juntas em uma única unidade podem fornecer suporte um ao outro. O suporte pode consistir de um aumento nos status do personagem, ataques em conjunto ou um personagem defender o outro. Conforme essas interações são feitas, as unidades criam relacionamentos de amizade, e até amor, fora do campo de batalha. Quanto mais forte o relacionamento, mais vantagens o suporte oferece.


Ao se cultivar o relacionamento entre dois personagens, conversas entre os mesmos são liberadas e as mesmas são simplesmente magníficas. Além de caracterizar melhor cada personagem, essas são muito bem escritas e você irá se importar com os personagens que compõem o seu exército conforme você conhece melhor suas personalidades, passados e pensamentos (o que torna muito mais doloroso quando algum deles morre em batalha). Também é possível casar dois personagens, inclusive o criado pelo jogador, que tenham sexo oposto quando o relacionamento dos mesmos se desenvolve ao nível máximo. E em alguns casos, é possível recrutar os filhos e filhas dessa união (que também são as unidades mais fortes do jogo inteiro, dependendo de como você desenvolveu os pais).

Na parte técnica, Awakening é um jogo bonito, mas não é um primor gráfico para o portátil. Os modelos dos personagens poderiam ser melhores e com mais detalhes e os mapas poderiam utilizar modelos 3D para seus personagens ao invés da pixel art 2D comum na maioria dos títulos da série. Como é padrão da série, a arte do jogo é espetacular e isso é claramente demonstrados nos retratos dos personagens e nas cutscenes.


Como dito anteriormente, o jogo possui suporte a DLC. A Nintendo fornece gratuitamente alguns capítulos extras e personagens clássicos de jogos anteriores podem ser recrutados caso o jogador consiga derrotá-los. Ainda existem os DLCs pagos que adicionam mais conteúdo ao jogo, mas que não são necessários para história principal do jogo.

Fire Emblem: Awakening é o SRPG que todo dono de 3DS deveria jogar. É o título mais acessível da série para iniciantes e existem dificuldades bastante desafiadoras para os veteranos da série. É válido notar que o jogo não possui a mesma variedade de estratégias e sistemas que títulos anteriores da série, mas isso não detrai nada da experiência. O desenvolvimento dos personagens é estelar e o jogador irá se importar conforme essas unidades cultivam seus relacionamentos e desenvolvem suas próprias famílias. A história do jogo possui um ótimo ritmo e aumenta seu escopo sem entediar o jogador ou tornar tudo rápido demais; cada um é livre para acompanhar a história em seu próprio ritmo. Fire Emblem: Awakening é um dos melhores jogos para o portátil da Nintendo e faz com que a série continue encontrando cada vez um público maior - esta merece muito mais reconhecimento do que atualmente tem.


-- Resumo --

+ Múltiplas dificuldades
+ Bastante conteúdo e Replay
+ Personagens carismáticos

- Tutoriais não muito bem inseridos na experiência
- Variedade menor de estratégias quando comparado a outros jogos da série




9,5


comentários
BahBros
09/05/2013 às 12:27
Os personagens não têm pés
xenogears
07/05/2013 às 13:14
Massa!!!!!!!!!!!!
Aristarkh
07/05/2013 às 11:31
"(mas aí virão pessoas para dizer que esse é o "estilo" do jogo e blá blá blá )"

A reclamação com o EO de ter progressão em primeira pessoa é de que era o estilo DE jogo, não estilo DO jogo. Presta atenção.

É tipo reclamar de FPS falando que é mais barato de fazer do que um TPS, e blá blá blá.
denis_timao
06/05/2013 às 15:42
Logo pego o meu!
raereu
06/05/2013 às 08:59
Jogo muito massa ! Só achei um pouco curto... mas com certeza vale a pena pelas atualizações e o replay alto (a possibilidade de jogar para mudar todos os casamentos kkkkk). Outro problema é a já constante falta de preocupação com aspectos gráficos... a modelagem em 2d às vezes tira um pouco da graça, apesar das batalhas e suas animações serem bem legais. (mas aí virão pessoas para dizer que esse é o "estilo" do jogo e blá blá blá )
Mr. Veve
03/05/2013 às 11:45
Pensando em comprar um 3DS justamente por este jogo.
Aristarkh
03/05/2013 às 10:58
Melhor jogo do 3DS, perfeito em quase todos os sentidos, dos personágens aos gráficos e músicas.
dns
03/05/2013 às 00:22
Seph_Luis, seja bem vindo então. Espero mais reviews e artigos
Seph_luis
03/05/2013 às 00:13
@dns

Sim. Essa foi minha primeira análise. Estou há um bom tempo sem escrever nada então conforme o tempo deve melhorar.

Também pretendo fazer alguns artigos/reviews no PS3Brasil assim que a oportunidade se apresentar.
dns
02/05/2013 às 23:57
Parece muito bom, mas vou esperar um pouco pra pegar...

PS: Seph_luis, você é redator novo?
Seph_luis
02/05/2013 às 22:27
@Fujiro

Entendo e também lembro dessas análises. Hoje em dia já sou contra em dividir jogos assim por quesitos como gráficos, jogabilidade, som, gameplay e replay como faziam antigamente.

Tenho vários exemplos de jogos que são horríveis nos 5 quesitos e ainda assim eu recomendaria para qualquer um por causa de uma ótima história, por exemplo. Acho que não se prender tanto a essas categorias dá mais liberdade no que posso escrever, mas vou procurar mencionar isso um pouco melhor em futuras análises.

@DK

Fechei no Hard/Classic na primeira gameplay e ainda joguei um pouco do Lunatic.
Fechar ele no Lunatic é mais questão de treino e tempo depois dos primeiros capítulos. FEs antigos por não terem world map não era possível treinar personagens, então se você treinasse mal eles nas lutas anteriores o jogo ficava impossível mais próximo do final.

Em relação a variedade de estratégias esse jogo é meio cru mesmo: Não existe as armas que invertem o weapon triangle, por exemplo. Nem sequer existe o weapon triangle para magias, então usar trovão, fogo e vento não tinha tanta diferença salvo algumas exceções.
Ainda é um ótimo jogo, esse comentário é mesmo se comparado a outros jogos da série.
Fujiro nakombi
02/05/2013 às 20:40
@nicolasacmf
Eu ja imaginava isso!! Vou correr atras da soundtrack então!!

@Seph_luis
Sempre que quero um jogo recorro a analises sabe? (Acredito que todos façam isso, afinal ninguem sai comprando jogos aleatoriamente por ai...) E antigamente as revistas especializadas separavam as notas por categorias, somavam as mesmas e davam uma nota final, ( jogabilidade, replay, graficos e musica) e é muito bom quando a analise foca nesses pontos pois facilita muito a leitura e esclarece muitas duvidas a respeito do jogo. :)
DK
02/05/2013 às 20:27
QUÊ ? ''Variedade menor de estratégias quando comparado a outros jogos da série'' ? Então essa review foi jogado no normal/casual !

JOGA NO LUNATIC/CLASSIC E ZERA SEM MORRER NENHUM PERSONAGEM ....
Ferber
02/05/2013 às 14:21
A propósito, sobre o jogo, é, dentre os que joguei até o momento, meu predileto de 3DS. Acho que já tenho mais de 100 horas de jogo. Provocou-me algo que há tempos nenhum jogo me provocava que é o fato de eu estar fazendo outras coisas (trabalho, shopping, etc...) e pensar, tipo, "pô, não vejo a hora de chegar em casa para jogar FE"
Ferber
02/05/2013 às 14:17
Como diria o poeta: antes tarde do que nunca!

As análises do site estão rareando e muito focadas nos jogos para download. Estamos em maio e sai uma análise de um jogo lançado em fevereiro! Cadê Castlevania? Cadê Monster Hunter? Luigi's Mansion sairá quando? Em julho?

Aliás, comparando com outras eras, o site padece, numa forma geral, de falta de conteúdo. Eram muitas colunas periódicas legais...

Pessoal, encarem como uma crítica construtiva.

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