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análise › 3ds 
Crimson Shroud
escrita por Fernanda Brognoli Devincenzi

Crimson Shroud, disponível na eShop do 3DS, é originalmente um título do pacote Guild01. Nele existem quatro jogos (Liberation Maiden, Aero Porter, Rental Bukiya de Omasse e Crimson Shroud propriamente dito), cada um desenvolvido por um game designer diferente (na ordem mencionada: Goichi Suda, Yoot Saito, Yoshiyuki Hirai e Yasumi Matsuno). Exceto Rental Bukiya de Omasse, todos os games foram lançados na eShop do Ocidente.

Crimson Shroud é um RPG nos moldes clássicos e extremamente puro. Ou seja, existem inúmeros textos a serem lidos, decisões a serem tomadas, batalhas por turnos e muito mais.

O jogador é um "Chaser", alguém que é um perito em procurar por pessoas (basicamente um caçador de recompensas), chamado Giauque. O game se passa mil anos no passado em um mundo sem mágica e a história explica como a mágica acabou se tornando comum nos dias atuais deste mundo. Giauque e sua equipe (mais dois parceiros) partem em busca do misterioso artefato "Crimson Shroud", o "Original Gift", a fonte original de mágica no mundo. Como você pode esperar de um RPG fantasioso, você terá que enfrentar diversas criaturas, coletar muitos itens e beber muitas poções.

Porém, Crimson Shroud não possui um sistema de experiência - (as estatísticas estão atreladas ao seu equipamento). Sendo um tributo aos antigos RPGs de mesa, você sempre rolará dados para os efeitos aleatórios. Mas não só isso - os personagens e inimigos parecem miniaturas inanimadas, inclusive com uma base fixa.



Como mencionado anteriormente, o game possui muitos textos. Crimson Shroud tem uma narrativa profunda, com diversos detalhes. Não há cutscenes bonitas, mas sim artes com inúmeros textos explicando o desenrolar da história. Isso pode afastar muitas pessoas, sem dúvida, mas quem busca um RPG com esse aspecto, acaba de encontrar.

O personagem principal descreve cada sala que você entra, por exemplo. A história não é muito diferente que outros RPGs, mas as enormes descrições que existem permitem que você se envolva mais com o mundo do game. A grosso modo, podemos dizer que você está lendo um livro em Crimson Shroud com uma trilha sonora envolvente e com alguns momentos de batalha por turnos.



O combate é extramamente estratégico logo no início. Fazer magias para aumentar suas habilidades e defesas é necessário - portanto, se você apenas focar no ataque, vai perder. Cada membro de sua equipe tem múltiplos turnos para invocar as magias, usar skills e itens, além de atacar. Muitas de suas escolhas dependem dos dados que são rodados (usa-se a tela de toque para isso).

A outra parte de Crimson Shroud é a exploração dos mapas. E é aqui que pode frustrar um pouco até o mais puro dos jogadores de RPG. Você deve navegar sala por sala no mapa, mas quando acaba ficando preso e precisa de um item específico, por exemplo, para continuar, será necessário voltar para salas anteriores e ler toda sua descrição novamente.

Crimson Shroud resume-se a batalhas por turnos que devem ser feitas com muita atenção; um enredo bastante descritivo e sem cutscenes e exploração dos mapas. É um jogo para um público de nicho - não sendo, portanto, recomendado para qualquer um. Se você gosta de RPGs verdadeiramente clássicos e principalmente de ler, Crimson Shroud será sua praia.


-- Resumo --

+ Narrativa
+ Batalhas
+ Trilha sonora

- Exploração dos Mapas
- Excesso de texto - é um jogo para um público de nicho




8,0


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