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Scribblenauts Unlimited
escrita por Rodrigo de Sousa Trindade
Responsável pelos lançamentos de jogos como Lock's Quest e Scribblenauts para o DS, a 5th Cell tem dado suporte à Nintendo desde 2007, quando em parceria com a THQ estreou no portátil com Drawn to Life. O último trabalho do estúdio independente, porém, não é apenas para consoles da Nintendo, tendo sido disponibilizado para PCs. Mesmo assim, Scribblenauts Unlimited certamente presta um grande serviço aos fãs da gigante japonesa no Wii U.

Título de lançamento do novo videogame, Unlimited traz como particularidade a possibilidade de colocar no universo do protagonista Maxwell personagens como Link, Mario e até seus antagonistas, Ganon e Bowser. Como é tradicional na franquia, o jogo se resume na solução de diversos puzzles apresentados pelos personagens espalhados nos cenários 2D que, conforme forem resolvidos, resultam em Starites. Semelhantes a estrelas, as Starites podem ser coletadas de forma fragmentada ou completa, por meio de missões e sidequests espalhadas pelos locais distintos do universo do jogo.



Ao contrário de seus antecessores, no entanto, Scribblenauts Unlimited apresenta um enredo – bem simples, é verdade – para justificar a coleta das Starites, que anteriormente só davam acesso a novas áreas e seus respectivos desafios. É contada a história da origem do livro mágico de Maxwell, um presente de seus pais, que é capaz de criar qualquer objeto que ele desejar, bastanto apenas escrevê-lo nas páginas do artefato. Mimados pelo brinquedo, Maxwell e seus 41 irmãos geram preocupações aos pais, que se justificam quando o protagonista cruza com um senhor com fome na cena introdutória do jogo.

Ao lado da irmã Lily, Maxwell decide fazer uma brincadeira, cria uma maça estragada e entrega a mesma ao senhor. A atitude irrita o senhor, que amaldiçoa Lily, petrificando-a aos poucos. Para salvar sua irmã, o protagonista descobre que é necessário coletar Starites e então parte em nova aventura mundo afora.

O mundo de Scribblenauts Unlimited, aliás, é belíssimo. Seguindo o mesmo padrão de toda a série, o jogo apresenta um visual cartunesco, desenhado a mão, que se destaca em televisões de alta resolução, produzindo imagens fluidas, indepentendemente da ação que estiver acontecendo no jogo. O visual agradável também é reproduzido simultanteamente no GamePad, onde o jogador comanda Maxwell em busca do resgate de sua irmã.



O controle do Wii U, no entanto, tem seus problemas, embora discretos. A resolução na tela sensível ao toque não é exatamente igual à da televisão, o que não quer dizer que seja ruim, mas acaba empobrecendo a experiência já que é mais provável que se jogue olhando para ela do que para a TV, pois a utilização da telinha é a opção mais confortável de comandar Maxwell. Do controle do personagem surge a outra falha. É possível mover e escolher as ações do protagonista com a sStylus, porém o deslocamento do mesmo pela tela quando utilizada esta forma de controle é menos preciso do que o uso do direcional analógico esquerdo, enquanto o uso dos demais botões não é tão intuitivo quanto o da tela.

A mistura das duas formas de controlar Maxwell não é confortável, mas foi o que funcionou melhor durante a minha playthrough. Por ser grande, apesar de leve, o GamePad precisava estar apoiado em alguma superfície enquanto eu o segurava apenas com a mão esquerda e movia o personagem com stylus na mão direita.

Apesar destes pequenos desequilíbrios, a 5th Cell produziu um jogo interessante, que mantém o jogador envolvido em seus puzzles, que ficam mais difíceis conforme se avança na história. Dentre eles está ajudar um cientista a reconstruir um tiranossauro robótico, unir uma medusa com uma medusa-homem (?) para que três prisioneiros deixem o estado pétreo e voltem ao normal, dentre outras maluquices que podem ser resolvidas das mais diversas maneiras, como prega o slogan da franquia: “write anything, solve everything” (escreva qualquer coisa, resolva tudo).



Como é tradicional da série, o jogador tem a liberdade de testar sua criatividade na resolução dos quebra-cabeças apresentados. Precisa apagar um incêndio? Convoque a chuva, crie um bombeiro, pegue um extintor... o limite e o desafio é a originalidade para resolver os desafios e coletar novas Starites e seus fragmentos.

Além de ter um modo para apenas um jogador, Unlimited permite que outros quatro Wiimotes se juntem à brincadeira, desde que o que estiver com o GamePad crie personagens para os outros colegas comandarem, utilizando o pointer do Wiimote para selecionar quem será utilizado. Infelizmente, Link, Mario, Luigi e outros personagens da Nintendo não podem ser escolhidos para solução de puzzles no modo multiplayer, além de também não poderem ser “adjetivados” como outros objetos normais.

Ou seja, nada de Mario gigante, Bowser carinhoso, entre outras alternativas divertidas de utilizar as tradicionais figuras. Se o jogador estiver disposto, entretanto, Scribblenauts Unlimited possui uma ferramenta de criação de objetos que permite aos mais pacientes a invenção de novas formas de encarar os desafios do jogo, adicionando valor de replay e permitindo a interação com outros jogadores pela internet, já que as criações podem ser compartilhadas e novos objetos baixados para o uso dentro do título.

Obviamente, Samus, Ridley e outros personagens de franquias da Nintendo além de Zelda e Mario já foram criados por alguns usuários e podem ser baixados para o seu Wii U e utilizados por Maxwell na aventura para quebrar a maldição de sua irmã Lily.



Também disponível para 3DS e PC – o primeiro sem o criador de objetos, mas com suporte ao StreetPass e SpotPass, e o segundo compatível com o Steam Workshop – Scribblenauts Unlimited tem no Wii U a sua versão mais completa, podendo ser desfrutada em até cinco pessoas, na TV e até no GamePad enquanto a mãe assiste a novela, no modo "GamePad Only", que na prática apenas adiciona efeitos sonoros emitidos pela televisão aos speakers do controle – que possui entrada para fone de ouvido.

O quarto jogo da franquia da 5th Cell em parceria com a Warner Bros. Games é mais um ótimo título para a lineup do Wii U, mostrando o poder do novo console da Nintendo apesar de em alguns momentos dar sinais de ser um jogo portátil, que não faz uso da televisão e de ter uma jogabilidade um pouco desconfortável.

-- Resumo --

+ Excelentes gráficos em HD e animações fluidas;
+ Presença de personagens Nintendo;
+ Criador de objetos que acrescenta ao valor replay do jogo;
+ Modo "GamePad Only";

- Pequena desigualdade entre o que é visto na TV e na tela do GamePad;
- Controles pouco confortáveis;
- Bloqueio da edição dos personagens Nintendo.




8,3


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