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análise › eshop 
Crashmo
escrita por Thales Nunes Moreira

Por baixo da sua estética simples ao extremo e do seu simpático protagonista, Crashmo esconde um conceito que é inteligente e complexo na mesma intensidade e que poderia ser completamente arruinado se não fosse pela sagacidade da Intelligent Systems.

É fácil, vendo de longe, confundir Crashmo e Pushmo. Muitos dos elementos visuais e sonoros são reutilizados e Mallo continua fazendo basicamente a mesma coisa: formar uma escada (ou algo do tipo) e escalar até o topo. É quando você arrasta um único bloco e todo o sistema cai que você percebe o quanto Crashmo é diferente de Pushmo. Felizmente, a Intelligent Systems garante que esse seja precisamente a primeira coisa que você faz e a partir dali somos levados a uma curva de aprendizado ainda mais suave que Pushmo, dedicando várias seções para ensinar os movimentos básicos e então uma seção exclusiva para cada gadget ou bloco especial (e até aí já foram 70% dos enigmas regulares) para só então jogar algo mais avançado. E, apesar de todos esses esforços para ensinar as funções dos diversos elementos, as frustrações são inevitáveis.



É importante notar, porém, que elas ocorrem devido à inteligência do desenho dos níveis e do conceito geral do jogo. Enquanto Mallo arrasta, empurra, pula sobre e em blocos para atingir seu objetivo, é fácil ser intimidado e pensar que os enigmas são mais complexos do que realmente são. Então você começa a literalmente desconstruí-los, puxa ali, puxa aqui, empurra mais um pouco e, quando menos espera, tem a solução na sua frente. Esse balanceamento entre desafio e recompensa é algo extremamente difícil de obter em um quebra-cabeças desse tipo, mas Crashmo, assim como seu antecessor, não tem problemas em conseguir isso. Ainda assim, seria possível ir além e tornar o jogo mais acessível indicando, por exemplo, quando um movimento torna impossível a resolução de um enigma, o que é feito nos tutoriais e logo abandonado.

A Intelligent Systems manteve a "campanha principal" apenas com crashmos de um nível de profundidade, ou seja, todos os blocos têm apenas um quadro de espessura, uma decisão que se mostra muito acertada quando você encontra os chamados "protótipos" nos extras: crashmos com espessuras maiores, onde a dificuldade sobe exponencialmente, onde você não consegue ter a visão geral do enigma sem ter que girar a câmera. Ainda nos extras, há uma seção de treinamento, que nada mais é do que um tutorial estendido e que pode se mostrar bastante útil quando um enigma se mostrar particularmente difícil.


Então, depois de quebrar e remontar tudo, o que sobra? Mais um acerto da Intelligent Systems, que novamente sai da zona de conforto e nos entrega algo diferente e complexo, mas ao mesmo tempo simpático e convidativo. Mallo já conquistou o seu lugar no 3DS e seria ótimo vê-lo novamente daqui a algum tempo. 



-- Resumo --

+ Curva de aprendizado;

+ Conceito;

- Poderia ser mais acessível.




8,0


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