Um olá para os membros do Wii Brasil. Cá estamos para inaugurar uma nova coluna no site: o Top Five Wii Brasil. Cada edição será escrita pela equipe do site. Ela será fundamentada nas nossas opiniões sobre um determinado assunto, entretanto, a estrutura dos Tops será usada para isso. É inegável que, mesmo cada um tendo a sua própria predileção ou não sobre algo, elencar isto em posições numéricas torna-se, no mínimo, algo que desperte a atenção. Pensando nisto, esta coluna passa a existir numa periodicidade mensal.
Como funciona?
Nós, da equipe Wii Brasil, votamos nos melhores(e piores) em um determinado assunto escolhido em comum acordo. Após isso, há a contagem de votos. O resultado e as posições são elencadas. Posteriormente, cada membro da equipe faz um pequeno texto de cada posição do Top Five. Além dos cinco melhores, haverá uma seção denominada "I am error - Menção Game Over", na qual, em forma de texto, será mostrado algo em oposição, ou seja, o "pior" dentro da temática "x" do Top.
Dito isto, vamos à primeira edição. Boa leitura e opinem.
Qual a parte mais importante de um
The Legend of Zelda? Se alguém disser que é cada dungeon/templo que compõe o jogo, provavelmente estará certo. Cada dungeon é uma parte do núcleo de um
Zelda. Link pode ser considerado um herói solitário e as dungeons reforçam este aspecto de solidão. Só Link estará lá e precisará mostrar, junto ao jogador(óbvio), força e raciocínio para enfrentar cada lugar repleto de enigmas, batalhas, ou seja, tudo que um fã da citada franquia anseia.
Esta primeira edição abordará as cinco melhores e a pior dungeon de um Zelda especial para muitos:
Ocarina of Time. Vamos lá então?

O cemitério de Kakariko é, certamente, a faceta sombria e horripilante de Ocarina of Time. E também protagoniza muitos dos eventos mais atormentadores que há no jogo, no que se refere à imersão temática. Túmulos podem ser "violados" e passagens secretas serão descobertas, assim como itens, como o hookshot. No entanto, lá ao fundo se esconde o ápice desta tormenta: o Shadow Temple.
Em comparação a outras dungeons, o Shadow Temple dota de uma linearidade. Entretanto, isto não quer dizer que ele careça de dificuldade, no entanto, raros são os puzzles que podem ser considerados trabalhosos. Se você reclamava em trocar as Iron Boots no Water Temple, imagine isso com as Hover Boots. Elas são úteis para atravessar grandes espaços, até então intransponíveis, porém é um dos itens mais chatos e limitados de todos os
Zeldas por serem escorregadias quando se pisa em terra firme. No entanto, isto é compensado pelas Lens of Truth. Ela é capaz de revelar passagens, plataformas e inimigos ocultos e ajuda na imersão do Shadow Temple. Entretanto, ela facilita muito a caminhada, apesar de ser um dos itens mais bacanas da série.
Dentre os inimigos ditos mais simples, não há nada de muito novo. Destaque para uma batalha contra Stalfos a bordo de um navio nas profundezas do templo. Como a maioria dos templos, há um mini-chefe, mas a Dead Hand pouco empolga e dá o tom de déjà vu. Todavia, o chefe da dungeon é marcante, apesar de um design simplista. Phantom Shadow Beast: Bongo Bongo nos propicia uma batalha árdua(um dos chefes mais resistentes dentre as dungeons) dando um certo trabalho para ser derrotado, graças aos seus ataques rápidos e ao cenário, o qual dá uma certa dificuldade para táticas de esquiva.
No geral, a predominância de cores sombrias, algumas salas sangrentas, frases imersivas e um tema musical com vocais e ritmo fantasmagóricos fazem o templo onde está reunida a história de sangue e ódio de Hyrule ocupar a nossa quinta posição deste Top.
Curiosidade: Há uma especulação que gira em torno do símbolo que existe sobre o chão da entrada do Shadow Temple. Seu formato circular e seu design poderiam ter sido influenciadores para a arte contida no Mirror of Twilight, de The Legend of Zelda: Twilight Princess, lançado para GameCube e Wii. Isso também leva a uma outra teoria, na qual os Twili poderiam ser descendentes dos Sheikah. Seria verdade? Delírio de fãs?
Escrito por Adriano Benedito Pasquini

Depois de parar um goron em movimento para conseguir a Goron Tunic e de ficar tocando músicas para melhorar o humor de Darunia, finalmente temos acesso à segunda dungeon como Link adulto, o Fire Temple.
Morcegos e lesmas em chamas, pedras rolantes enormes, gorons aprisionados, lajotas voadoras, portas falsas... tudo faz parte do labirinto vermelho que é esse templo. Toda a fase adulta de Ocarina of Time amadureceu positivamente a ambientação do jogo, o que ficou bem claro logo na primeira dungeon e em seu chefe muito mais "sério" que os anteriores. O Fire Temple só continua com essa tendência, e apesar de Volvagia não ser lá muito memorável devido a sua facilidade, você está ali resgatando Gorons de suas celas, e não num passeio no parque. A música do lugar também contribui para esse clima mais austero, assim como as várias formas diferentes de se morrer ao cair na lava e aí ter que tentar de novo.

Aqui, ao invés de um ínicio mini-chefe, temos duas salas com Flare Dancers dentro. Não são lá grandes desafios, mas qualquer coisa que se deva derrotar com a ajuda do hookshot se torna mais interessante. É nessa dungeon também que recebemos o Megaton Hammer, que infelizmente é pouquíssimo utilizado fora dela. A progressão é, nesse templo mais do que em qualquer outro, guiada pela obtenção de chaves. Liberte um Goron e receba uma, e aí é só voltar para aquela porta antes intransponível para avançar.
Não há puzzles memoráveis, mas várias salas apresentam gameplay interessante, como ter que fugir de uma parede de chamas, controlar Link por uma visão superior através de um labirinto por onde circulam pedras enormes ou chegar ao baú do item principal através de uma escada circular e extremamente estreita, sendo que cair dela para um lado é morte e para o outro é dano certo e um aumento na barra de irritação pessoal do jogador. No geral, a experiência na dungeon é pra ser lembrada (assim como o Bolero of Fire, uma das melodias mais bonitas do jogo), mas por não ter nenhum "algo a mais" não chega a uma posição mais elevada nesse Top.
Curiosidades: Nas primeiras cópias de Ocarina of Time, a música do Fire Temple continha vozes de homens recitando uma espécie de mantra, o que foi removido mais tarde pela Nintendo devido a seu teor muçulmano. É possível ouvir claramente o nome "Alá" e outra parte do cântico que foi traduzida diz mais ou menos "Sou testemunha de que não há outro deus que não Alá." Baixe
aqui a versão original e
aqui a editada para comparar.
No mangá de Ocarina of Time, o Link criança compra um filhote de dragão em Kakariko Village e eles se tornam amigos, mas quando, já adulto, o rapaz atende ao chamado de socorro na Death Mountain, percebe que Volvagia é seu antigo companheiro que foi corrompido por Ganondorf e que agora está fora de controle. É uma história paralela, mas comovente e muito bem bolada. Baixe o capítulo em questão, traduzido pelo site
Hyrule Legends, clicando
aqui.
Escrito por Sofia Sabbado Aveline

O Spirit Temple localiza-se no Gerudo Desert, acessado após passar por Gerudo Fortress. Em uma referência à cidade de Petra, o Spirit Temple fica dentro de uma estátua da deusa da areia, divindade Gerudo, a qual foi esculpida na rocha. Era uma dungeon que se diferenciava das demais por precisar ser completada tanto com o Link adulto quanto com o Link criança, o que fazia dela, na realidade, duas dungeons, cada uma com seus enigmas e itens próprios, apenas culminando no final.
Em termos de complexidade ou elaboração dos enigmas, o Spirit Temple não se diferencia dos demais, mas possui alguns truques interessantes. O maior deles é, claro, a supracitada dualidade temporal, mas não é o único. Como é característico da maior parte das dungeons de Zelda, o Spirit Temple também apresenta itens-chave, vitais para resolução de certos puzzles. Como criança, Link obtém as Silver Gauntlets, luvas que dão a possibilidade de mover blocos até mesmo maiores que o personagem, e como adulto o Mirror Shield. Em uma comparação, o último de mostra um elemento mais interessante, uma vez que possibilita o direcionamento de raios solares e os puzzles se aproveitam disso.

Por fim, o chefe. Ou melhor: as chefes. Koume, bruxa do fogo, e Kotake, bruxa do Gelo, são o desafio final do Spirit Temple e, também, nada mais, nada menos, que as “mães de aluguel” de Ganondorf. Inicialmente, elas atacam o jogador separadamente e após isso se fundem, formando Twinrova (e ganhando uma aparência bem mais jovial, diga-se de passagem). O processo para derrotá-las envolve refletir e posteriormente absorver energia com o Mirror Shield, mas isso não vem ao caso. Não é desafio muito grande, todavia reflete bem a estrutura do templo como um todo: fogo e gelo, juventude e maturidade. Essa dualidade é o cerne de Ocarina e é especialmente representada no Spirit Temple, que ocupa, assim, a terceira posição do nosso top.
Curiosidade: Apesar de ser completado após o Shadow Temple, é provável que do Spirit Temple tenha sido projetado para ser completado antes do Shadow Temple. Isso porque o medalhão do Spirit Temple e o Requiem of Spirit vêm antes dos seus correspondentes do Shadow Temple, outro medalhão e o Nocturne of Shadow, no menu do jogo. No entanto, a história e a necessidade das Lens of Truth, obtidas pouco antes do Shadow Temple, para atravessar a Haunted Wasteland e chegar ao Spirit Temple denotam que o Spirit Temple é o último templo.
Escrito por Thales Nunes Moreira

Ao retirar a Master Sword, o jogador logo percebe que não foi só o tempo que passou, como o próprio jogo ganhou um ar mais sombrio e sério. Uma Hyrule claramente devastada pelo reinado de Ganondorf é notada a cada revisita aos lugares que o jogador estava, até então, habituado a ver. A sensação de que toda a jornada como Link criança era somente uma introdução se justifica logo no primeiro templo, onde há uma clara diferença entre dificuldade e complexidade, se comparado aos 3 templos iniciais.
Ao entrar no Forest Temple, você logo perceberá que ele não será fácil como os anteriores, somando isso há alguns puzzles e inimigos mais complicados. A estrutura física do templo já é um espetáculo à parte, pois se trata de uma mansão mal-assombrada, regida por 4 fantasmas, onde algumas salas até se distorcem, alterando as leis da física. O tenebroso som ambiente, com batidas rápidas e constantes, aliado à temática do templo, vão deixá-lo tenso do início ao fim. A nível de comparação, esse templo só perde no quesito "sombrio" para o nosso 5º colocado, o Shadow Temple.

Cada um dos 4 fantasmas reserva um desafio diferente e são a chave para a solução dos enigmas do templo, pois cada um guarda uma chama necessária para ativar o elevador central. Esse elevador leva a uma das batalhas mais memoráveis de todo o jogo (e também de muitos outros jogos). "Phantom Ganon" é o chefe do templo e, como o próprio nome o define, se trata de um fantasma de Ganondorf e seu cavalo negro. Quadros idênticos de uma paisagem estão espalhados por toda a sala de batalha, quadros estes onde Phantom Ganon atravessa e cria uma própria dimensão, iludindo e confundindo o jogadador. É um dos chefes mais criativos de OoT e ajuda classificar o Forest Temple na nossa 2ª colocação.
Curiosidade: A clássica batalha de magias contra o chefe do templo pode ser realizada sem espada alguma. Teste a resistência de um Bottle vazio e use-o para refletir as magias de Phantom Ganon (isso mesmo!). Só não tente fazer isso contra o Ganondorf verdadeiro...
Escrito por Rôney Andrade
Antes de revelarmos o nosso primeiro lugar, vamos ao nosso "I am error: Menção Game Over".

A ideia era boa, uma dungeon dentro de um enorme animal poderia ser interessante, mas infelizmente não foi. Nossa Menção Game Over vai para os corredores idênticos, para os buracos no chão, para a repetitividade dos inimigos e para a maçante tarefa de ficar carregando a voluntariosa princesinha Ruto por aí. O mini-chefe e o chefe ainda conseguem manter a reputação da dungeon por apresentarem um maior nível de dificuldade, mas mesmo isso não consegue esconder o sentimento de frustração que impera no jogador a maior parte do tempo. As Iron Boots? Bom, mas o design do Water Temple é genial, já o da barriga do Jabu-Jabu...
Os inimigos se resumem a bolhas e águas vivas, com exceção de uma sala que contém uma espécie de cobra elétrica e de ocasionais polvos que atiram pedras, e os puzzles são praticamente inexistentes; abrir portas é uma mera questão de precionar um botão no chão ou acertá-lo no teto. É aqui também que adquirimos o item mais clássico da série Zelda, o bumerangue, e seu bom uso contra Big Octo e o chefão Barinade já justifica sua existência, porém poderia ter sido melhor aproveitado com a inclusão de alguns puzzles que forçassem um pensamento mais ousado por parte do jogador.

A dungeon não traz nenhuma novidade e nem marca por coisa alguma que não o incômodo de ter que se locomover com Ruto nas costas, ou seja, sem poder atacar. E ela não fica onde a deixamos, não, volta para o ponto de encontro inicial, forçando a repetição incessante de caminhos. Além disso, pega a Zora's Sapphire bem da nossa frente e no fim de tudo se candidata a noiva! Sendo que a essa altura tudo que queremos é sair dali para nos escondermos atrás da saia de alguma outra pretendente, Saria, Zelda ou Malon. Mas a culpa da baixa colocação da dungeon em nosso Top não é dela, afinal, já que não fossem todos os outros fatores mencionados, sua presença até poderia ter sido levada mais para o lado cômico ou inusitado. Enfim, trata-se de uma ideia que talvez tivesse cativado mais os fãs se executada de forma diferente, mas que da forma como foi feita acabou marcando mais por seus aspectos negativos, merecendo assim o lugar na categoria "I am error".
Curiosidade: Jabu-Jabu's Belly também aparece em Oracle of Ages como a sétima dungeon do jogo, porém, obviamente, é diferente da presente em Ocarina of Time.
Escrito por Sofia Sabbado Aveline
E o nosso primeiro lugar é...

Você acabou de visitar os Zoras e descobriu que todos sumiram ou morreram. Se foi esperto, descongelou o Rei Zora e descolou uma Túnica Zora de cor azul. E agora, também possui um dos itens que forçam você pausar o jogo sempre: as botas de ferro. Disseram que você deveria ir ao Lake Hylia. Chegando lá, está vazio, com uma pequena poça d'água. Você afunda e vê uma passagem secreta ali. Descobre que pode usar o Hookshot. Abre a porta atirando o item em um negócio que não dá para indentificar e pronto. Acaba de entrar no templo mais discutido e comentado de praticamente toda a série Zelda.
O Water Temple possui uma música estilo New Age, que ficará eternamente na sua memória. Este templo tem três andares, além de um subsolo. O maior problema dele são os puzzles. Existem dois, em especial, que podem passar despercebidos pelos jogadores. Um é quando você diminui o nível d'água até o mínimo pela primeira vez, após tocar
Bom Bril Zelda's Lullaby. Você precisa lançar duas flechas para duas tochas que estão apagadas, passando pela tocha acesa. Ou, é claro, usar o Din's Fire. Já o outro puzzle é quando você está dentro da torre central e eleva o nível d'água até metade, elevando uma plataforma que a cutscene faz questão de mostrar, mas quem diz que nós vamos ver isso logo de cara?
Depois de quebrar a cabeça, atravessar plataformas que surgem do nada e descem numa cachoeira e matar vários Like-Like, você é recompensado com uma das batalhas mais legais do jogo: o mini-boss Dark Link. Ele lê todos os seus movimentos. Ou quase isso. Existem algumas estratégias banais para derrotá-lo, como usar o Din's Fire, Megaton Hammer... Mas o mais legal é matar na espada mesmo. Não, não é para usar com a espada para frente e Dark Link subir nela. Existe um corte horizontal (que é meio na diagonal, na verdade), que Link corta da esquerda para a direita. Esse golpe, Dark Link não defende direito.

Acabada essa luta, o Longshot é seu. O item mais legal do jogo tem sua corrente expandida. Agora o Water Temple ficou fácil. Todos lugares que você passou eram inacessíveis, mas agora podem ser alcançados com seu novo brinquedo. Passe por umas salas aqui e ali, e logo você consegue a Boss Key.
Depois de todo esse templo sensacional, era esperado um chefe sensacional. Afinal, você acabou de derrotar Volvagia em outro lugar. Mas aqui temos Morpha, um ser aquático que com a estratégia certa pode ser o chefe mais rápido de todo o jogo. Basta sugar o seu olho/núcleo/aquelabolaestranha para um canto e meter a
faca espada.
Encerrando o templo, você descobre que a sua... esposa... é a Sage daqui.
Melhor templo do jogo.
Curiosidade: O espantalho pode aparecer no canto superior esquerdo do templo, assim que você começá-lo. Ele funciona como um atalho bem interessante para quando você deseja aumentar o nível de água do zero para cheio, por exemplo (basta ir escalando com o Hook/Longshot). Outra curiosidade, é que no final do templo, Ruto menciona Sheik como sendo um homem. É uma das poucas citações do jogo que são claras quanto a isso. Obviamente, isso é feito para enganar o jogador, pois se soubéssemos que é uma mulher, não teria dúvida alguma que era a Zelda, na época.
Escrito por Ivan Nikolai Barkow Castilho
Estatísticas do Top
- Cinco pessoas fizeram os seus Tops para chegarmos ao Top em consenso;
- Forest Temple e Water Temple foram os únicos citados por todos que votaram;
- Spirit Temple não foi citado em um dos Tops, todavia conseguiu dois primeiros lugares dentre estes;
- Inside Deku Tree e Gerudo's Fortress não apareceram no Top Five geral, mas foram citados em dois Tops;
- Inside Jabu-Jabu's Belly foi quase unanimidade para a categoria "I am error: Menção Game Over", no entanto, foi citado em um dos Tops;
- A dungeon citada não foi escolhida de forma unânime, porque Dodongo's Cavern obteve um voto na citada categoria.
Está terminada a primeira edição do Top Five Wii Brasil. Esperamos que vocês tenham gostado e até a próxima edição.